domingo, 17 de abril de 2011

Lançamento de Xandrilá lota Teatro Tiradentes

Texto: Asses. NPDOV | fotos: Asses. NPDOV / Divulgação Xandrilá
(texto e fotos originais em http://npdorlandovieira-aju.blogspot.com/)



Casa cheia, cinema fresquinho e muita música! Foi assim que a SeteNove e a Gonara Filmes, produtoras sergipanas, com o apoio do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira | Programa Olhar Brasil, lançaram nesta quarta, 6, o curta-metragem ‘Xandrilá’. A noite contou ainda com dois pocket shows: Patrícia Polayne e a banda Karne Krua, que fizeram a trilha-sonora do filme.


Patricia Polayne interpretou a trilha que compôs para o filme


A estreia lotou o Teatro Tiradentes, reunindo amantes do audiovisual e apresentando o que de mais novo e melhor tem o cinema sergipano. Entre alunos, realizadores, professores e imprensa, o clima era de expectativa e o resultado após a exibição foi um misto de orgulho e prazer em ver a cena audiovisual de Sergipe traçando vitoriosos caminhos.


Para Lu Silva, que foi conferir a premiére, iniciativas como esta abrem portas. “O Xandrilá é resultado de muito trabalho e serve como exemplo para quem quer ser um realizador”, disse.

Lu Silva


O curta


O filme é baseado no conto homônimo de Isaac Dourado e busca levar verdades muitas vezes ignoradas pelas pessoas, como o sexo e as drogas, mostradas pelo ponto de vista de um drogado e de uma viciada em sexo.

Segundo Isaac, ver sua obra na telona é um orgulho. “Quando eu e André nos reunimos para falar da ideia de transformar o conto em filme fiquei muito empolgado. É uma emoção ver algo que escrevi tomando forma, virando ‘verdade’. E eu atuei no filme também então foi uma alegria imensa viver aquilo que escrevi”.


André e Isaac comemoram sucesso do filme

Reconhecimento

André Aragão, que dirigiu o curta, agradece ao NPD pelo apoio e formação. “O curta não seria possível sem o apoio do NPD que não só nos cedeu equipamentos de áudio e iluminação, como nos formou e incentivou.”

André Aragão

Para Marcus Mota, a estreia de Xandrilá é uma vitória. “Vir aqui e ver o pessoal que saiu dos cursos do NPD produzindo e exibindo suas produções é um orgulho imenso, uma inspiração. Eu diria que o Xandrilá é um filho do NPD, afinal é no Núcleo que todos aprendemos e recebemos não só apoio, mas um estímulo ilimitado”. Marcus ainda declara: “Xandrilá é uma prova de que Sergipe tem muito potencial audiovisual".


Marcus Mota


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Noite de estreia para o Cinema Sergipano

Texto: Chris Matos | fotos: Marcos Daniel
(texto e fotos originais em www.audiovisualkipa.wordpress.com)



“Xandrilá não é um projeto meu, do Isaac Dourado ou do Arthur Pinto. O filme carrega o nome do nosso Estado e é a prova de que Sergipe é um lugar propício para o cinema”, declarou André Aragão, diretor do curta lançado em grande estilo na noite da última quarta-feira. Diante de uma plateia numerosa, que lotou o Teatro Tiradentes, André falou do desafio que foi tocar o projeto e da satisfação ao constatar o resultado de tanto trabalho.



A ideia da realização do filme surgiu em setembro do ano passado, a partir da leitura do conto homônimo de Isaac Dourado, que decidiu dar vida a um dos seus personagens (Peper) e convidou a atriz e modelo Huana Paula para contracenar ao seu lado, no papel da atrevida Renata. A cantora Antônia Amorosa e o apresentador Bareta também participaram da produção.

Em pouco tempo, o conto transformou-se em roteiro cinematográfico pelas mãos de Cibele Nogueira e de André Aragão. A cantora Patrícia Polayne somou-se ao projeto e assinou a trilha sonora do filme, que contou ainda com músicas da banda sergipana Karne Krua. A fotografia ficou a cargo de Arthur Pinto, e as produtoras sergipanas SeteNove e Gonara Filmes tocaram o projeto, que também teve o apoio do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira | Programa Olhar Brasil.



Antes da exibição do curta, Isaac Dourado apresentou algumas manchetes de jornal relativas a estupros, assassinatos e fraudes. Ele falou sobre como aquela realidade, tão frequente nos noticiários, serviu de base para a construção do filme. Dourado também criticou a falta de espaço na mídia para temas ligados à arte, à cultura, ao cinema. “Pra que ser artista, pra que fazer cinema se as manchetes dos jornais são sempre as mesmas?”, questionou.

Apresentações da cantora Patrícia Polayne e da banda Karne Krua também marcaram a noite de estreia. Antes de subir ao placo, Patrícia falou sobre a oportunidade de trabalhar junto com a equipe do filme. “Compor para o cinema é gostoso, porque se trabalha com a fantasia, com o imaginário. Xandrilá veio para quebrar tabus, e eu desejo muita sorte para o filme, porque eu acredito que ele vai marcar o cinema sergipano”, afirmou a cantora.



André Aragão e sua equipe apostaram num projeto ousado e tiveram bastante sucesso na produção do curta. O diretor acertou também ao afirmar, antes da exibição de Xandrilá, que “Sergipe é cultura, e Sergipe também é cinema”. Algo que pôde ser comprovado a partir da participação do público durante o lançamento do filme, que foi aplaudido com euforia ao final de sua apresentação.

por Chris Matos | fotos: Marcos Daniel